Candilhes nº153

Mc Feliz - Artur Jorge é um...

Artur Jorge. “Vitória 400 do Mourinho? Ligue-me quando chegar às 500, 600 e por aí fora, sff” Bom dia, é o Artur Jorge? Sim, sim, bom dia. Daqui Rui Miguel Tovar do i. Como está? Olá, tudo bem, obrigado. Desculpe incomodá-lo antes de almoço, mas é rápido. Ora essa, avance. O Mourinho alcançou a vitória 400... Grande número, sem dúvida. Ligue-me quando atingir a 500.a, a 600.a, e por aí fora se faz favor. OK, ligo, mas antes diga-me se se lembra de ter chegado a esse número, em Novembro de 2001, pelo Al Hilal. Eeeeee, vai buscar cada coisa ao baú... Não pode ser, não tenho essa capacidade, até porque nunca fui uma pessoa muito ligada à estatística. Mas estou-lhe a dizer. Acredito em si, claro. E... Se foi em 2001, já foi há muito tempo [risos]. Repare, antigamente – e nesta sociedade dez anos já é muito tempo – não se ligava nada ou quase nada a esses números. Outros tempos, portanto. Claramente. Treinei tantos clubes. Belenenses, Portimonense, FC Porto. Depois aventurei-me em França, pelo Matra Racing, uma equipa com nome e prestígio. As coisas começaram a ser feitas antes de mim, mas o projecto era interessante. Acabámos por não fazer o pretendido e o Matra deixou de existir. A seguir... FC Porto, selecção nacional e outra vez França, agora PSG. Uma grande equipa, um projecto ambicioso com o Canal Plus a financiar. Enquanto houve dinheiro fizemos épocas formidáveis, com plantéis extraordinários: Ricardo Gomes, Valdo, Ginola, Weah, Lama... Pano para mangas. Sim, ganhámos a Taça de França num ano [1993], fomos campeões franceses no outro [1994] e eliminámos o Real Madrid duas vezes. Não é para todos. Por questões empresariais, não quiseram dar aquele título francês do Marselha [92/93] ao PSG porque havia muita gente do Canal Plus em Marselha. A seguir... Benfica e a Suíça. Fui lá para o Euro-96. A pessoa que lá estava [Roy Hogdson, entretanto contratado pelo Inter] queria regressar e arranjou confusão com os amigos jornalistas. Treinar uma selecção é sempre um momento especial, mas foi uma caldeirada, digamos assim. Tivemos azar no grupo: Inglaterra, Escócia – ambas a jogar em casa – mais a Holanda. Em função da qualidade da Suíça, foi um trajecto razoável. A seguir... Tenerife, em Espanha, Vitesse, na Holanda, novamente PSG, e virei-me para o mundo árabe. Primeiro o Al Nasr, em que chegámos a quatro finais num ano, depois o Al Hilal, em que fomos campeões nacionais com a equipa de reservas porque o plantel principal estava todo na selecção da Arábia Saudita. Acontece que lá o presidente manda mais que o treinador no preparo na equipa e isso não é bem assim. Pelo menos para mim. Por isso saí. Então... Para a Académica, em 2002. Ficámos na 1.a divisão e então embarquei para o CSKA Moscovo. Ganhámos a Supertaça russa [3-1 ao Spartak, após prolongamento] mas repetiu-se o problema do Al Hilal: um presidente que quer mandar mais que o treinador. Ele era amigo do Abramovich e queria ser campeão russo à 10.a jornada. Ora bem, se alguém aparece e quer fazer, faz sem mim. E agora, beco sem saída? Experimentei África, com a selecção dos Camarões. Acredita que não perdi nenhum jogo, fundamentalmente à custa dos jogadores de qualidade. Das melhores experiências da minha vida. Pena aquele penálti falhado no último minuto a privar-nos do Mundial-2006. Pena também pelo fervor do público e pelo entusiasmo dos jogadores. Nem imagina a tristeza no balneário, todos a chorar. Vejo aqui que depois se aventurou novamente no Al-Nasr e acabou no Créteil. França é um país do futebol. Quando pensamos em Paris, capital da Europa, capital da moda, capital da finança, com 20 milhões de habitantes, e só vemos uma equipa na 1.a divisão, quer dizer... Uma equipa que não é campeã francesa desde Artur Jorge, em 1994. Pois, ainda por cima. É um caso estranhíssimo, o de Paris sem clubes de primeira nem interesse. Lembro-me de passear em Paris sem qualquer incómodo – no bom sentido, digo. No Porto, por exemplo, era menos possível passar invisível, as pessoas querem-te mais, param--te a meio da rua e têm o prazer de falar. Em Paris é a indiferença. Agora não, é mais intenso. No meu tempo o Parc não enchia. Agora enche. Já lá fui ver um jogo esta época e o Parc a abarrotar. Quarenta mil, penso eu. Outros tempos, como lhe digo. Mourinho ganhou pela 400.a vez e ainda por cima foi assobiado na própria casa. Mais um dado da diferença de épocas. No meu tempo não havia assobios. Também é verdade que nunca estive no topo da montanha que é o Real Madrid. Digo-lhe uma coisa, Mourinho é um nome incontornável na nossa história, a de Portugal e a do resto do mundo, agora e daqui para a frente. Tem 400 vitórias em quantos jogos? 590. Quinhentos e noventa? E assobiam-no? É preciso [risos] coragem. Assobios no meu tempo só quando a minha equipa era assaltada em casa. Lembro-me de um PSG-Juventus [0-1], segunda mão das meias-finais da Taça UEFA em 1993. Fomos tão, tão, mas tão roubados, nem imagina. Aí assim, justificam-se os assobios. Assobiar o próprio treinador é que... Talvez não o façam na 500.a vitória, quem sabe? O que sei é que vou ligar-lhe nesse dia. Esteja à vontade, é um prazer. Tudo isso retirado daqui.

Sabe bem ter vizinhos destes - Má Despesa Pública

Como não há duas sem três, aqui vai, pela segunda vez, uma Má Despesa Pública, muito má mesmo: No passado dia 12 foi publicada, em Diário da República, a conta de gerência da Assembleia da República (AR) relativa ao ano de 2011. Ou seja, em Novembro de 2012 é publicada a informação relativa aos fluxos de dinheiro da AR durante 2011. Se a AR fosse uma empresa privada estava legalmente obrigada a apresentar as contas do ano de 2011 até 31 de Maio de 2012, junto dos serviços de Finanças. Mas como é a "casa da democracia", apresenta aos portugueses as contas de 2011 no final de 2012. Perante este indício da existência de uma relação problemática entre a AR e as suas contas, o Má Despesa logo recordou o orçamento suplementar apresentado pela AR em Julho de 2011, contemplando um acréscimo de despesa não prevista na ordem dos 16 milhões de euros. E recorde-se que o drama das contas de 2011 não se ficou por aí e no final de Dezembro de 2011 foi necessário aprovar o 2.º orçamento suplementar da AR para esse ano. O Má Despesa relembra algumas das despesas efectivas da AR no ano passado: » Ajudas de custo-deputados..........................................................................€1.429.541,26 » Transportes-deputados................................................................................€2.053.360,30 » Subsídio de reintegração dos deputados.......................................................€198.661,44 » Grupo Desportivo Parlamentar..............................................................................€15.680.00 » Associação dos Ex-deputados...............................................................................€43.837,36 » Comunicações fixas- voz......................................................................................€182.939,15 » Comunicações móveis.........................................................................................€105.946,63 » Deslocações-viagens...........................................................................................€247.866,13 » Estadas...............................................................................................................€132.287,80 » Estudos, pareceres, projectos e consultoria.....................................................€172.698,28 » Seminários, exposições e similares....................................................................€85.812,05 » Serviços de restaurante, refeitório e cafetaria..................................................€326.404,14

Sabe bem ter vizinhos destes - Má Despesa Pública

Mais um pertinente alarme de um leitor do MDP: "O Município da Figueira da Foz, à semelhança de muitos outros, mas porventura a uma escala particularmente grave, está financeiramente com a corda na garganta. Em 2011, contraiu junto da banca, um empréstimo de 31 milhões de Euros ( leram bem…31 milhões…) para pagamento de dívidas a fornecedores, numa operação designada como “saneamento financeiro”. No final de 2011, a sua dívida total ( todavia sem considerar as dívidas das suas empresas municipais) atingia um valor de 60 milhões de Euros. Este ano, já contraiu um novo empréstimo de mais um milhão de Euros. A despesa do serviço da dívida em 2012 atinge um valor à roda de 7, 5 Milhões de Euros. A partir de 2014, o serviço da dívida deverá atingir um valor seguramente superior a 9,0 milhões de Euros por ano, quando tiver que começar a amortizar o referido empréstimo de 31 milhões. Para se ter uma ideia de quanto isto pesa ou pesará no Orçamento municipal, poderá dizer-se que, sem contar com eventuais fundos comunitários disponíveis, o Município da Figueira tem, e terá no futuro, capacidade para arrecadar uma receita anual total à roda de 32 a 33 milhões de Euros. Como se pode verificar no documento anexo, a Câmara Municipal da Figueira da Foz decidiu agora espatifar cerca de 300 mil Euros para a imperiosa, indispensável, e urgentíssima obra de arrelvar o campo de treinos do Estádio Municipal, onde habitualmente apenas joga a equipa de futebol da Naval 1º de Maio, um clube de futebol da terra que está em situação financeira de iminente rotura, que tem tido vencimentos em atraso por mais de uma vez, e que se encontra na 2ª Liga, classificado em lugar muito próximo da designada “linha de água”, com risco de no próximo ano descer ainda mais para uma divisão inferior. Como esfarrapada desculpa, dir-se-á que a grande parte daquela verba provem de fundos comunitários. Pelos vistos não se consegue encontrar melhor aplicação para estes do que campos para jogar à bola, seja a nível local, regional ou nacional. A criminosamente irresponsável decisão de espatifar muitas dezenas de milhões de Euros nos estádios de futebol, para o Euro 2004, não serviu de lição. A prática continua alegremente por esse País fora, como o exemplo que apresento bem demonstra. Depois venham queixar-se que a culpa do Estado Português estar falido é da Chanceler Merkel…" Publicada por Má Despesa Pública.

Momento Bruno Alves da semana

A sério que não sei porque é que me dou ao trabalho! Ah! Já sei: é bom saber as opiniões dos outros, nem que seja para, depois, poder dizer - isso é parvo! Gostei particularmente das partes: "alguns dos hotéis mais modernos do País"; "Em termos comparativos a Câmara está na cauda do País. Basta pensar em Espinho, Cascais ou Albufeira." "O Governo regional, por sua vez, investe, e bem, largos milhões na promoção turística da Região no exterior." - (com brilhantes resultados - faltou acrescentar!) Fiquem com o que diz o coiso: "Prova de Fogo Perante a austeridade e a consequente necessidade de cortar despesa, um autarca que anuncie o cancelamento de um espetáculo de fogo-de-artifício facilmente arranca um coro de aplausos. Porém, em certos casos, como acontece em Ponta Delgada, a decisão sujeita-se a uma ponderação diferente. Ponta Delgada é uma cidade que desde o ano 2000 teve um enorme desenvolvimento do seu sector turístico, fruto da política de incentivo ao investimento privado promovida pelo Governo Regional. A cidade tem o maior parque hoteleiro da Região, alguns dos hotéis mais modernos do País e o sector da restauração, e de animação, são fatores essenciais de dinamização económica. Porém, a crise que afeta o País, e a dependência externa do Turismo, expôs o sector a enormes dificuldades. O Governo Regional compreendeu o problema e respondeu prontamente com diversas medidas de apoio aos empresários do ramo. Uma das lacunas que persiste em Ponta Delgada prende-se com a época baixa. É necessário e urgente estruturar oferta neste período. Ponta Delgada tem todas as condições para estruturar um cartaz turístico de passagem de ano. Foi precisamente isto que, desde 2005, o PS tem proposto em Ponta Delgada. Os empresários do Turismo concordam e aplaudem a medida. O Governo regional, por sua vez, investe, e bem, largos milhões na promoção turística da Região no exterior. A tudo isto a Câmara Municipal de Ponta Delgada tem respondido de forma tímida. É necessário que a Câmara Municipal invista mais no Turismo. Em termos comparativos a Câmara está na cauda do País. Basta pensar em Espinho, Cascais ou Albufeira. É neste contexto que o cancelamento do espetáculo de passagem de ano em Ponta Delgada deve ser analisado. Deste ponto de vista é uma decisão errada e anunciada tardiamente. O Presidente da Câmara de Ponta Delgada está perante uma prova de fogo. Ou demonstra que consegue lutar contra a crise, ou fica do lado dos que baixam os braços e culpam os outros. Até ao momento a coisa não tem corrido bem." José San-Bento

Não pirilamparás a mulher alheia

Mais uma vindo do Brasil. Obrigado primo! Tem um conto japonês milenar que é mais ou menos assim: Em uma planície, viviam um Urubu e um Pavão. Certo dia, o Pavão refletiu: - Sou a ave mais bonita do mundo animal, tenho uma plumagem colorida e exuberante, porém nem voar eu posso, de modo a mostrar minha beleza. Feliz é o Urubu que é livre para voar para onde o vento o levar. O Urubu, por sua vez, também refletia no alto de uma árvore: - Que infeliz ave sou eu, a mais feia de todo o reino animal e ainda tenho que voar e ser visto por todos, quem me dera ser belo e vistoso tal qual aquele Pavão. Foi quando ambas as aves tiveram uma brilhante idéia em comum e se juntaram para discorrer sobre ela: um cruzamento entre eles seria ótimo para ambos, gerando um descendente que voasse como o Urubu e tivesse a graciosidade de um Pavão. Então cruzaram... e daí nasceu o Peru, que é feio pra cacete e não voa! Moral da história: Se a coisa tá ruim, não inventa!!! Gambiarra só dá merda!!!

Momento jumping clitoris – em português: grelos salteados - nesse caso: carecas!

Vagina careca é diabo no boneca!"

Put yourself on the eye of the street

Afinal... "RTP: Nuno Santos autorizou PSP a ver imagens da manifestação" A mentira tem mesmo perna curta.

Chega Vara -II

Eis a resposta (dupla) - agora vão ter que adivinhar quem disse o quê: "O Governo Regional há muito tempo que faz esse trabalho, de promoção turística da região. E portanto o que posso dizer... ...Fogo de artificio?! Eu acabo de ter uma reunião, com o senhor presidente de câmara (Calheta de S. Jorge), que diz que tem prejuízos no seu concelho para cima de três milhões de euros. E acha que o governo regional vai gastar dinheiro com fogo de artificio?!" (...) "é preciso ter a garantia que o investimento efetuado na promoção turística do destino Açores tem o devido retorno, porque “os meios que temos assim o exigem”. “cada vez mais temos que ter um rigoroso critério na adjudicação de promoção turística e na promoção do destino Açores para que todo o investimento tenha o devido retorno”. “ao longo dos anos a Câmara Municipal sempre primou por querer fazer, de uma forma isolada, a passagem de ano e o fogo-de-artifício, por isso também não entendemos, neste momento, o porquê de envolver o Governo Regional numa iniciativa ad hoc relativamente àquilo que é o destino turístico Açores e o produto turístico Açores” Já chegaram lá?! Pronto eu ajudo: o que usa a expressão latina cuja tradução literal é "para isto" ou "para esta finalidade já foi do psd (com o "d" - para que não restam dúvidas) e por isso respondeu com uma certa azia. O outro, o primeiro, que já foi responsável máximo pelo turismo e fez um trabalho tão bem feito, mas tão bem feito, mas mesmo tão bem feito, na promoção turística da região que nós ficamos aqui o dia inteiro só a elogiar esse magnifico trabalho, barato, ainda por cima. Portanto, com tudo isso ficou provado, mais uma vez, que o dialogo, parcerias e afins, são tretas e palavras caras, que nós estamos a pagar, todos, por isso. Com tudo isso demos dar graças a Deus por o "doutor" Pedro Arruda (provavelmente o único neto que chama o próprio avô de doutor) não ser convidado para diretor regional do turismo. O problema é que temos mais lá, agora, que pensa que a sua função é fazer turismo. Não é senhor João Bettencourt?! Já agora, diga-nos uma coisa: quem acha que ficou mais surpreendido, com a sua nomeação - o senhor ou a agente todos?! Deixo-vos com uma bonita foto do meu vizinho Portugal é porreiro, Pá! só porque já pequei hoje. E havia quem queria pegar mais. Não é senhora Flutuações da mente?! "Não invocar o nome de Deus em van"

Isso vai como Juice

Para todos aqueles que vieram, durante todo esse tempo, aqui ao sitio, mas também aqueles que escreveram sobre essa paragem e até aqueles (vizinhos e visitantes)que deram-me os parabéns pelo casamento, em plena rua, o meu muito obrigado. Aqui vai uma singela forma de agradecimento: Imagem do forum intimo do Candilhes (também já tinha saudades de escrever isso). Ah! Perceberam a analogia?! Vocês são o meu farol. A minha luz. A minha guia... Pronto, já chega! Ah! Peço desculpa pela mal formatação dos textos, é que já lá vai tanto tempo que já nem sei por um paragrafo e afins!

Chega Vara

"Ponta Delgada pode ter fogo de artifício no réveillon O presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, José Manuel Bolieiro, demonstrou ontem o interesse daquela autarquia em assegurar, em parceria com o Governo Regional e com entidades privadas.(...)" In Açoriano Oriental de hoje, 27 de Novembro - já tinha saudades de dizer isso, confesso. Esse senhor Bolieiro tem sido uma agradável surpresa, confesso (já é a segunda vez que uso essa palavra - nada mudou, como vêem, as minhas limitações fonéticas continuam), também as expectativas eram baixinhas, declaro (só para não escrever confesso). Longe vão os tempos da megalomanias e dos elefantes brancos, espero eu e todos nós. E o que é que diz o outro lado. O tal que falava em falta de cooperação, blá blá blá?! José Carlos Gomes San-Bento, vereador em PDL e deputado da ALRA desde pequenino, disse que já é tarde. Ora, eu não sei a que horas é que ele disse isso, é que o menino se não comer a papa de duas em duas horas fica rabugento, mas nós podíamos mandar-te para o mesmo sitio do teu colega (já agora vocês não têm o direito de usar a palavra camarada, pois ela perde o seu significado, especial, se for aplicada em vez de compinchas ou muchachos) Eduardo Cabrita, mas é melhor não. Eu tenho um sitio bem mais interessante, do ponto de vista do Povo, que sempre te pagou os teus luxos: Chernobyl mas, já agora, vai pela estrada Yungas - só para termos a certeza.

Put yourself on the eye of the street

Estou com a tv encravada na RTP-2, a tal que era para fechar, e como estou sem pilhas estou a ver a votação na especialidade, e que especialidade que é. Uma verdadeira iguaria, vá. Pronto, um pitéu dos maus. Vocês nem sabem o que estão a perder. Eu próprio não fazia a mínima ideia e não fosse isso causar problemas intestinais, eu era capaz de ver até ao fim. Enfim. Cingimos ao que vi: a presidente daquilo - que noutro tempo chamávamos a casa do Povo e da Democracia - belos tempos aqueles - quer dizer em quase 40 anos acho que aquilo nunca foi bem isso - uma loira qualquer disse, e passo a citar: " parece que já estamos todos. Os 300 (trezentos) deputados!" Sim ela disse trezentos! Depois de muito atrapalhação, acanhamento e uma pitada de estupidez, por parte da mesa, lá iam debitando, com muitos erros, as normas e os decretos. Até que um certo Bernardino José Torrão Soares (Torrão, estou certo, por estarmos perto do Natal) avisa a mesa que os deputados, dos outros grupos parlamentares, nem se davam ao trabalho de levantar os seus ilustres rabos das cadeiras, na hora de votação. Quer dizer, aqueles 230 paspalhos não fazem ponta, todo o dia, e a única coisa que era suposto fazer, não o fazem. Mesmo depois da tal loira pedir para fazerem. Depois disso e com medo, quiçá, daquilo que o Povo - pouco, muito pouco, pois já ninguém vê isso - pelo menos aqueles que têm pilhas no comando - podia dizer, pediu a palavra e... ... eu não vou citar o que um meio-tonto qualquer, do PS,(Eduardo Cabrita de seu nome - só para o caso de cruzarem-se com ele numa prisão qualquer) disse mas foi mais ou menos assim: É preciso enaltecer o esforço de muitos que trabalham nessa casa, que tiveram aqui até à 1:00 da madrugada! Para esses casos, meus caros, os brasileiros têm uma expressão muito gira: Como é que era?! Ah! Já sei: "Vai tomar no cú!" Pensando bem, se calhar foi por isso que não se levantavam.

Mega Hiperglicemia

Guess who's back?! Eu sei que não devia começar um post, de regresso, ainda para mais, numa língua estrangeira mas como passei, ainda há bem pouco tempo, por uma experiência traumatizante, que quase me transportava para bem bué, bué longe, e eu não sei que língua é lá falada, decidi treinar o meu espanhol. Não, não estou a falar do meu casamento. Refiro-me a uma saída da embarcação Benjamin, numa manhã gelada, nesse frio novembro. Só para terem uma ideia, o Mar galgava o porto de Rabo de Peixe e limpava o cais do lixo, dos tapares e dos trabalhadores responsáveis pela cofragem. Ah! E o Luís Correia também teve quase indo parar ao Mar - e ele não sabe nadar. Isso até podia ter piada se não tivéssemos que passar o molhe com um Tornado de 7.50 metros e 140 cavalos de potência. Mimi, Noddy e eu, de fatos (ou será paletó?!) bem apertados, aceleramos a fundo rumo ao desconhecido. Com o Escadote a guia-nos - ali ao lado com a super mota de água, lá passamos a barreira do molhe e eis que surge, ali bem pertinho de nós, uma gigantesca onda - a meteorologia dava onde de 3/4 metros mas aquele tinha mais, para aí mais 30 centímetros, ou mais. -"Não tiveste medo?!" Perguntam-me frequentemente aqueles que conto o sucedido. -"Não!" Costume responder, com convicção! "Até porque não tive tempo! É que vinham mais duas ondas atrás!" Concluo! E pronto (ou prontes como diz Jesus - não o do presépio) fica aqui, para memória futura, uma desculpa para mudar de roupa interior. Com isso tudo, nós bombeiros voluntários, no seu dia de folga, sem ganhar um tostão e arriscamos as nossas vidas para tentar encontrar um corpo, enquanto os senhores da Marinha Portuguesa, com os seus chorudos ordenados (um até gozou connosco e vangloriou-se dos seus 1500€ auferidos todos os meses) nem molharam as unhas. É a vida. Ao menos fomos de consciência tranquila, de dever cumprido, para a cama. Com isso tudo e mais leves. O resto, nada que o programa 4, a 40º não lave! Deixo-vos com algumas, bonitas, fotos tiradas quando o Mar estava mais manso: