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Candilhes Travel

Assim é difícil falhar um avião de risco: www.flightradar24.com
Horas e horas de diversão. Assim, um pouco da gente vai naquele majestoso A340-600.

Hiperglicemia - 2009

Últimos dias do ano e como tal temos que fazer um balanço. Então cá vai. A melhor reportagem do ano:

O Couchsurfing - Os surfistas do sofá!!!



Para mais informações: www.couchsurfing.org

Candilhes Travel - Viena de Austria

Depois de um grande príodo de hibernação por motivos profissionais, volto aqui com um relatório sobre uma das cidades mais bonitas da Europa (pelo menos é o que dizem, ainda tou longe de as conhecer todas)!!


Viena de Austria é obrigatório comer o schnitzel, que não passa de um bife gigante panado de porco, mas que é o prato tradicional, posto isto existem restaurantes asiáticos variadíssimos e os sempre bons italianos por cada esquina da cidade. Dizem que em cada canto existe um português, eu diria isso dos italianos, são mais que as mães...




fonte: site
Apesar de partilharem a lingua com os alemães são um povo bem mais caloroso e simpático e, nem todos são loiros...


Relativamente à cidade, mantém preservados edifícios históricos imponentes, como a Ópera, o palácio de Hofburg, os jardins da famosa sissi (que não se sabe bem porque é tão famosa), entre outros. Apreciei os fugurinos vestidos de época à porta dos principais edifícios a vender bilhetes e entregar panfletos, os inúmeros e talentosos artistas de rua, e mais uma vez, a simpatia das pessoas.

Palácio de Hofburg - fonte: site






Haja dinheiro... vale a pena visitar...


Candilhes Travel - Ilha do Pico

Local onde o basalto toca o céu, berço de poetas, escritores, do melhor da nata dos Açores e isso dito pelo professor José Hermano Saraiva: “os Açorianos são a nata da sociedade portuguesa e o Pico é a berço dessa nata mais refinada”.


A 9 milhas de S. Jorge, a 4 da ilha Azul e na sombra dos 2351 metros da montanha mais alta de Portugal vivem os sortudos 15.000 habitantes do segundo maior território dos Açores.
Mas tudo no Pico é majestoso. Desde o heroísmo dos caçadores de baleias, à força muscular que metamorfoseou o basalto negro em lares e vinhas, passando pelas rectas sem fim e orgulho entrosado nos Picarotos.


Da mistura rochosa nasce as uvas, da tradição saem as receitas e das sábias mãos nascem os deleites como as rosquilhas, o doce de figo, o Verdelho, os brancos e os tintos de mesa, o bagaço ou a aguardente de figo, os licores de amora, nêspera ou a Angelica, o queijo ou a linguiça.


Da fama do vinho, que chegou ao palácio dos Cazares, dos lajidos da Criação Velha e de Santa Luzia, veio decisão de elevar Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico como Património da Humanidade, em Julho de 2004.




Ilha do futuro?! Não, isso parece que é sempre lá longe. O Pico é um passado orgulhoso e um presente alegre e incrivelmente hospitaleiro.


“Visitar o Pico é penetrar num pequeno mundo construído durante séculos por baleeiros, agricultores, pescadores”. Imortalizados por poetas e escritores.
Visitar o Pico é desembarcar em S. Roque ou Madalena e sentir logo aí o calor do basalto e a simpatia das gentes, presente na Quinta da Ribeira da Urze.
Visitar o Pico é cultivar-se nas Lajes com o seu Museu dos Baleeiros, aventurar-se com o pioneirismo das empresas de observação de cetáceos e aconchegar-se no conforto da Aldeia da Fonte.



Visitar o Pico é desvendar segredos de rios de lava, escondidos pela Natureza na gruta das Torres, é perder-se nas adegas incrivelmente acolhedoras e generosas criados pela simbiose de Natureza e Homem e repousar no Pocinho Bay.
Visitar o Pico é tudo isso acompanhado por paisagens de cortar a respiração, onde a Montanha é o centro das atenções, com as suas constante mutação de cores.



Como chegar lá: A Sata e a TAP ligam a ilha a Lisboa (uma a duas vezes por semana mas via Terceira, pelo menos até estar resolvido o problema dos combustíveis), a Ponta Delgada e à Terceira, através do novo aeroporto do Pico.


Por via marítima o Pico está muito bem servido, já que os 20/25 minutos que separam o porto da Madalena ao porto da Horta são percorridos várias vezes por dia, tanto pelo Expresso como pelo Cruzeiro. E os pouco mais de 40 minutos, que separam o porto de S. Roque do Porto das Velas, fazem com que as três ilhas ,do chamado triângulo, estejam cada vez mais perto.

Os navios da Atlânticoline também escalam o porto comercial de S. Roque, ligando o Pico às restantes ilhas. de Abril a Setembro. Uma opção muito válida já que são navios confortáveis e, principalmente, por ser monetariamente mais apetecível, sobretudo se possuir o cartão Interjovem.


Como se deslocar
: o Pico tem, possivelmente, as melhores estradas do Arquipélago. Sendo a segunda maior ilha é muito aconselhável que alugue um viatura ou use os transportes públicos – leia-se táxi, já que serviço de autocarros, como é previsível numa ilha com 15000 habitantes não é muito abrangente. Veja as várias opções e reserve com alguma antecedências, assim conseguirá os melhores preços, se bem que poderá encontrar junto ao cais da Madalena e no aeroporto um bom par de empresas de rent-a-car.
A ilha pode ser considerada um paraíso para os ciclistas já que a qualidade dos pisos é deveras impressionante e porque, apesar da Montanha, não existem estradas com declives muito acentuados no resto da ilha.


Onde ficar: o Pico é porventura a ilha com o melhor conjunto de soluções, pelo menos é a nossa maneira de pensar de fazer turismo nos Açores. Desde a pioneira Aldeia da Fonte, ao lindíssimo Pocinho Bay, passando pela magnifica Quinta da Ribeira da Urze e de todo o conjunto de outros “empreendimentos” existentes na, surpreendente, pequena freguesia da Prainha.
Poderá ainda optar pelo muito bem conseguido Hotel Residencial “Whale’come ao Pico”, nas Lajes, pelo hotel mesmo no centro Madalena – o Hotel Caravelas (não muito bem conseguido, principalmente depois das obras), entre outros.

Onde comer:
já aqui tivemos oportunidade de descrever o magnifico Restaurante Canto do Paço mas no Pico existem outras boas propostas como: o Ancoradouro, O Lavrador ou mesmo o Clube Naval na Madalena.


Agradecimentos: o nosso muito obrigado ao César e à família pelos seus muito úteis conselhos, excelentes recomendações e interminável simpatia.

Candilhes Travel - Ilha do Corvo



Caso de estudo de excelência para muitos politólogos, com as suas vicissitudes, senhora de uma beleza invulgarmente estonteante e situada para lá do Rift a mais pequena ilhas do Arquipélago foi o dessa vez tema para mais um Candilhes Travel.
Com apenas 17.13 km² e 425 segundo, os censos de 2001, a ilha dista da vizinha Flores apenas 13 milhas.

Tal como Pedro Coelho, jornalista da SIC, também ficamos que a sensação que no Corvo existem 425 ilhas isoladas, apenas conectadas com o resto do Mundo pela Internet. Não queremos dizer com isso que não fomos bem acolhidos, antes pelo contrário. Os corvinos são extremamente simpáticos e muito afáveis com os seus visitantes, mas no que diz respeito em relação inter-pessoais com os seus conterrâneos as coisas não são bem assim. É o preço do isolamento mas sobretudo do tamanho da ilha. Afinal são sempre as mesmas 425 caras que vêm todos os dias.



Migalha de terra no vasto Oceano, o Corvo presenteia-nos com as suas magníficas lagoas, no meio de uma deslumbrante cratera que, com muita imaginação, podes vislumbrar as nove ilhas dos Açores.


O gado à solta nos baldios à volta do Caldeirão e nas terras altas. O pão de Açúcar, a zona das quintas de frutas, tudo articulado entre si fazem com que a mais pequena ilha do arquipélago parece um quadro magistralmente criado, em tons de verde, em contraste com o branco do casario, da parte velha da vila, com as suas medievais, apertadas ruas. O Porto Velho, o Porto do Boqueirão, agora pouco usado, a praia da areia e a pista do aeródromo completam da melhor maneira possível a paisagem única do Corvo, que tem no Estreitinho com 725m de altitude o seu ponto mais alto.



Na ilha o passado, retratado no Largo da Cancela, transmite os seus valores para o futuro, reflectido na nova geração de Corvinos, porque na terra onde o sol fica até mais tarde, o tempo não é dono de ninguém.



Como chegar lá: A Sata liga o pequeno Aeródromo do Corvo e a sua pista de 860 metros, com o seu peculiar Dornier (dentro de em breve com um dos Dash Q200) ao aeroporto das Lajes na Terceira, da Horta e Flores, três vezes por semana, normalmente: segundas, quartas e sextas. Por outro lado, a muito confortável e seguríssima “lancha rápida” Ariel, com capacidade para 12 pessoas liga o Porto da Casa ao porto de Santa Cruz das Flores em pouco mais de 30 minutos. O preço ronda os 10€, por percurso e, em princípio, a partir de 2009 irá fazer parte da lista de itinerários abrangidos pelo cartão Interjovem, o que é uma excelente notícia.


Como se deslocar: sendo de reduzidas dimensões, a ilha pode ser percorrida a pé, no entanto os poucos quilómetros que separam a Vila do Caldeirão são palmilhados numa estrada íngreme. Na ilha existem dois interessantes trilhos disponíveis. Não existem empresas de aluguer de viaturas mas o muito simpático senhor Carlos Reis e o seu “concorrente” João António Mendonça estão sempre disponíveis para percorrer a ilha nas suas viaturas as 9 lugares, cada (5€ - preços de 2008 e por pessoa).

Onde ficar: a Casa de Hóspedes Comodoro é sem dúvida uma boa escolha sendo que também existem algumas casas particulares que alugam quartos, como por exemplo a de Leonel Jorge, Raul Trindade e Agostinho Hilário. Do outro lado da vila, mesmo junto à Praia da Areia e paralelo à pista 12 do Aeródromo da ilha, situa-se o parque de campismo onde, apesar de ter as condições mínimas, estão previstas obras.

Onde comer: o restaurante Caldeirão, já aqui apresentado, e restaurante Traineira mostram o que de melhor de cozinha no Corvo. Não deixe de experimentar o peixe sempre fresquíssimo, a invulgar e famosa alga patinha e o delicioso queijo do Corvo, de sabor único e cujo futuro já esteve em risco. Existe ainda dois snack-bares, um propriedade do senhor Carlos Reis, o Snack-Bar Irmãos Metralha e o outro propriedade da Associação de Bombeiros mais pequena dos Açores.

Candilhes Travel - Faial Ilha Azul

Ilha azul, por Natureza, e concentrada por dádiva, o Faial tem na sua história, no Mar e nas suas Gentes os principais motivos de visita. Ponte de ligação entre os Açores e o Mundo, a Horta, cidade cheia de vida, ponto de paragem mítico, é o leme da ilha Azul e dos Açores.


A urbe mais cosmopolita dos Açores espera por si com os seus encantos: do Monte da Guia à Espalamaca, da Marina à Igreja do Carmo, do Mercado Municipal ao Posto Metrológico no cabeço das Moça, da Igreja de Nossa Senhora das Angustias aos Bombeiros, na praça da República.


Tudo na Horta respira história e cheira a maresia. Desde o intermitente Expresso, até à memória do nosso primeiro Presidente da República, Manuel de Arriaga, imortalizado sob a forma de estátua a dar as boas vinda para quem atravessa o Canal.


Por ventura a mais bem preservada cidade Açoriana, onde os seus 6000 habitantes e muitos visitantes têm o prazer de estarem sempre acompanhados por lindíssimos edifícios muito bem recuperados e/ou desenhados, como é o exemplo da nova biblioteca.
Talvez a única mancha seja o caixote sob o palco do Teatro, mesmo por detrás do velhinho quartel dos Bombeiros que, diga-se de passagem, precisam e merecem outras condições. Podiam ter arranjado outra solução.
Um bom exemplo da recuperação arquitectónica, se assim podemos chamar, é sem dúvida o hiper-mercado, que se encontra instalado nos antigos armazéns/depósitos de cereais e/ou outros produtos agrícolas.

A um par de quilómetros do centro da cidade podemos desvendar os segredos dos nossos verdes, no Jardim Botânico do Faial, numa espécie de arca de Noé das espécies endémicas.


Suba à Espalamaca e despeça-se da Horta, pelo menos pró algumas horas e banha-se nas límpidas águas da praia do Almoxarife.

Parta em busca de uma das melhores ondas do Atlântico Norte, na Ponta da Ribeirinha, mesmo sob a sombra do abandono Farol, que recebeu o nome da freguesia.


Descanse e nutre a alma, com a magnífica vista do imenso azul, lá do alto do Snack/Bar Rumar da senhora Maria Evelina, ao mesmo tempo que alimente o corpo com sua deliciosa massa sovada. Uma dádiva da bonita freguesia dos Cedros.
Siga um pouco mais à frente, ao virar da ilha e onde esta ganhou terreno ao Mar, os Capelinhos. Onde outrora partia-se à caça à baleia, encontramos um farol de memórias no Centro de Interpretação de um Vulcão levou muita gente para o Estado do então Senador John Fitzgerald Kennedy. Sem dúvida merece a sua visita.


Deixe as escoadas lávicas para trás e mergulhe entre o basalto negro e as águas trépidas do Varadouro. Dali avista-se o morro do Castelo Branco, ponto de referência para quem usa a pista 10 do aeroporto internacional da Horta.

E eis que está de volta à cidade que o acolheu de braços abertos, não sem antes subir até ao Cabeço Gordo uma deslumbrante perspectiva da Caldeira. O ponto mais alto do Faial não o irá desapontar.


No final do dia aproveite a melhor vista sobre a majestosa Montanha do Pico, ao sabor do mundialmente famoso Gin do Peter. Deixe-se misturar por entre os dialectos presentes por entre as paredes do Bar que serviu e ainda serve, de encontro entre histórias e marinheiros dos quatro cantos no Mundo. Deambule entre as outras atracões da Horta e se tiver sorte veja como os bombeiros desafiam o perigo descrevendo umas trajectórias, muito arriscadas, na curva da Praça do Infante. Apanhe boleia entre os milhares de veleiros que fazem daquela marina uma das mais movimentadas do mundo. Desfrute do ambiente cosmopolita único que só o Faial o pode dar.


Como chegar lá: A Sata e a TAP ligam a ilha a Lisboa, Ponta Delgada, Terceira e Flores diariamente e às segundas, quartas e sextas à pequena ilha Corvo, a partir do pequeno mas funcional aeroporto internacional da Horta. Por outro lado, a partir do movimentado cais de cruzeiros da Horta podemos chegar vindos do Pico e S. Jorge, durante todo o ano e das restantes ilhas de Abril a Setembro através dos navios da Atlânticoline. Uma opção muito válida já que são navios confortáveis e, principalmente, por ser monetariamente mais apetecível, sobretudo se possuir o cartão Interjovem.

Como se deslocar: sendo uma ilha pequena, pode ser percorrida pelos mais bem preparados fisicamente preparados, a pé, no entanto avisamos desde já que essa proposta não será muito viável a todos já que se trata de uma ilha relativamente montanhosa. O mesmo problema se coloca aos ciclistas. Por isso aconselhamos o aluguer de viatura. Veja as várias opções e reserve com alguma antecedências, assim conseguirá os melhores preços. Os transportes públicos uma alternativa.

Onde ficar: a ilha possui três hotéis e uma elegante Pousada (que encerra de Inverno): o Hotel Fayal, o Hotel do Canal, o Hotel Horta e a Pousada da Horta, todos eles situados na cidade da Horta. Está ainda à nossa disposição dois bons parque de campismo: da Praia do Almoxarife e da Varadouro. Tal como no restante arquipélago vão aparecendo interessantes alternativas como esta.

Onde comer: a ilha Azul apresenta-lhe muita e boas alternativas, desde o nosso preferido - o Esconderijo na freguesia dos Cedros, passando pelos mais urbanos: Canto da Doca, o Clipper, o Kapote ou o Barão. E claro o mítico Peter Café Sport. Não deixe de ir tomar um copo ao bar do Teatro.

Agradecimentos: o nosso muito obrigado aos futuros colaboradores do Candilhes Cuicine: Susan e Carlos. Sem a sua simpatia e paciência seria impossível conhecer todos esses valiosos pormenores da lindíssima Ilha Azul.

Candilhes Travel - Ilha de São Jorge

São Jorge, agulha marear cujo destino quis que orientasse os Açorianos do Velho para o Novo Mundo. Terra de tesouros gastronómicos e de belezas estonteantes, de falésias verdejantes e de lagoas assombrosas, de gente afectuosa e de fajãs imensas, que tivemos a honra de visitar.


Para as Velas (acesas) gritou (a parte entre parênteses já não foi bem a gritar) o tripulante do Expresso das Ilhas, no Porto das Pipas. Noventa minutos e muitas vagas depois, já estávamos protegidos pelas gigantescas falésias da costa Sul. Uma pequena paragem na simpática vila da Calheta e lá seguimos rumo a Velas. Histórica vila que desde de sempre soube acolher os seus visitantes. De ruas estreitas e com edifícios muito bem preservados, a sede de concelho com mais de 5000 habitantes foi um bom ponto de partida para desbravar o resto da ilha.


Deparamo-nos com a peculiar freguesia da Urzelina. Lugar histórico e muito massacrado pela erupção vulcânica de Maio de 1808. O seu pequeno e outrora importante porto é mais uma pérola na lindíssima, rochosa, costa Sul e que merece ser visitado, nem que seja pelo motivo que apresentamos – o extraordinário restaurante O Castelinho.

Sempre com a ilha do Pico a acompanharmos, percorremos mais um pouco a costa ao longo de pitorescos locais, com pouco mais de meia dúzia de robustas habitações, onde o negro do basalto impera, à volta do pequeno cais, onde os dias passam ao ritmo das estações.

Seguimos então para a outra vila da ilha. Mais pacata do que Velas, a Calheta não fica nada atrás da sua vizinha em termos de beleza natural. As poucas pessoas que nos cruzamos aconselharam-nos um local verdadeiramente mágico – o portinho da Calheta. Com as suas águas cristalinas, repletas de peixes de inúmeras espécies, que ali, entre o basalto negro, encontram refúgio. Um verdadeiro paraíso para os amantes do Mar e que nos deliciou, assim como o pequeno escorrega (horas e horas de diversão e deslizar para as águas límpidas do pequeno porto). Mesmo à sua beira podemos encontrar um pequeno parque de campismo, muito bem equipado, um bar e uma empresa de animação turística.


Dali até à ponta e o ao Ilhéu do Topo já faltava pouco. Rumamos ao extremo Este da ilha mas não sem parar em Santo Antão, afamada terra onde se modernizou a tradição da matança do porco. A pouco mais de 1000 metros do farol da terra que empresta um dos nomes do queijo, vislumbrámos reserva natural do ilhéu do Topo. Serpenteamos pela costa agreste e conseguimos chegar até ao pequeno mas tempos importante porto mais Oriental da ilha.


Viramos costas a nascente e fomos até à deslumbrante costa Norte, à procura do ex-líbris da ilha, as fajãs. São mais de cinquenta e de duas origens distintas: formadas de materiais desprendidos das arribas ou por escoadas lávicas que formaram deltas junto à costa. Atravessamos o planalto do centro da ilha, sempre vigiados, ao longe (a 15km) pela majestosa montanha do Pico e eis que nos deparamos com um cenário magnifico, que nos deixou completamente atónicos. Mesmo ao nossos pés a Fajã dos Cubres e lá ao longe, em perfeita harmonia entre o verde da encosta e o azul cristalino do Mar, a Fajã da Caldeira do Santo Cristo. Pasmos com tanta beleza e como para provar que era real, descemos até à margem da pequena lagoa. Realmente existem nos Açores locais mágicos.




Atordoados ainda com tal toque celestial, seguimos até à lindíssima Fajã (lávica) do Ouvidor.

Terminada a estrada pelo Norte, rumamos à freguesia de Rosais e para completar os 53 km de extensão da ilha, seguimos ao encontro ao melhor e tecnologicamente mais avançado farol da rede portuguesa, aquando a sua inauguração, Maio de 1958, o Farol da Ponta dos Rosais. Avançamos pela estrada de terra, e ais que surge, por entre o nevoeiro que entretanto caíra, sobre espectaculares escarpas, a mais de 200 metros acima do nível do mar, a imponente estrutura, guardiã dos que passam a seu largo. Abandonado depois do sismo de 1980 e antes, durante a Crise sísmica dos Rosais de 1964, a ex residência de uma comunidade de meia dúzia de famílias, totalmente auto-suficiente em energia e água, só possui um pequeno farolim alimentado a energia solar, no cimo da torre. Um excelente local, não para dizer adeus mas sim um até já.




Como chegar lá: de Abril a Setembro (e em princípio durante todo o ano a partir de 2009) a ilha é escalada pelos navios da Atlânticoline, é uma opção muito válida já que são navios confortáveis e, principalmente, por ser monetariamente mais apetecível, sobretudo se possuir o cartão Interjovem. Os mais pequenos e rápidos navios da Transmaçor escalam o porto das Velas durante o ano todos e durante o Verão ligam a ilha de S. Jorge à vizinha Terceira. Por outro lado, a Sata disponibiliza ligações diárias com o Terceira e S. Miguel.

Como se deslocar: sendo um paraíso para os amantes de caminhadas, com trilhos muito bem conseguidos, o pedestrianismo não pode ser uma escolha para todos, já que a extensão da ilha não permite. Os transportes públicos em S. Jorge não são uma boa alternativa pois as carreiras não são muito frequentes. Por isso aconselhamos o aluguer de viatura.

Onde ficar: a ilha possui um hotel de 3 estrelas – o Hotel São Jorge Garden, várias residências e começam aparecer, não tanto como no Pico, empreendimento muito interessantes e que, na nossa humilde opinião o melhor futuro para o turismo nos Açores, como por exemplo a Quinta do Canavial.
Existem pelo menos três parque de campismo (Velas, Urzelina e Calheta), todos eles muito bem equipados e superiormente localizados, principalmente o da Urzelina e Calheta.

Onde comer: na terra do mais conhecido queijo dos Açores, já aqui tivemos o prazer de apresentar um dos nossos restaurantes preferidos – o Castelinho. Sem dúvida uma referência mas existem outros. A Casa de Pasto Manezinho ali ao lado e o Restaurante da Escola Profissional de São Jorge, tinham muito bom aspecto. Não deixe de provar: as espécies, os coscorões, as rosquilhas de aguardente, os suspiros, os olvidados, os bolos de véspera, os cavacos, a queijada de leite e a açucareira branca.