Sabe bem ter vizinhos destes - Corta Fitas via máquina de lavar

À atenção do Presidente

Muito se escreve e diz em Portugal continental contra a Madeira de Alberto João Jardim. O seu estilo, truculência e governação musculada são recorrentemente objecto de crítica. Não duvido que muitas vezes com fundamento.

Mas, e o que se passa nos Açores?

Já aqui escrevi algumas vezes sobre os desmandos de Carlos César que, embora menos expansivo do que o seu homólogo madeirense, é, talvez, como o 'chefe máximo', um dos mais acabados exemplos de despotismo no País. O problema é que, cá no continente, pouco sabemos do que realmente se passa nos Açores, cuja autonomia mais não está presentemente a servir do que para esconder a autocracia cesarista, que domina por completo aquelas ilhas. Autocracia na qual assenta, como uma luva, a compra de votos que Carlos César descaradamente está agora a levar a cabo e que indigna qualquer pessoa de bem, para já não mencionar os trabalhadores que, por culpa da irresponsabilidade socialista, viram agora os seus salários fortemente reduzidos.

Mas, melhor do que a minha apreciação, é destacar o comentário de Rui Rebelo Gamboa a um meu post, o qual constitui um verdadeiro grito de liberdade e de denúncia da sujeição em que aquelas ilhas presentemente se encontram.
Escreve Rui Gamboa: "O número de blogues assinados nos Açores é o espelho do ar que se respira nas ilhas. Na verdade, são muitos poucos os que se podem dar ao luxo de criticar abertamente este regime podre e que roça o ditatorial, sob pena de sentirem o peso do socialismo de punho cerrado cair-lhes em cima.
O governo regional dos Açores consegue estar presente nas vidas de quase todas as famílias. Por um lado porque a administração regional é uma máquina gigantesca, muito maior do que seria necessário, de modo a empregar muita gente. A estes acena-se com as avaliações adequadas, compensações e afins. Depois, há o RSI que nas ilhas tem um taxa de beneficiários mt acima da média do resto do país. Por fim, o sector privado, cujo principal cliente é o próprio governo. Ou seja, para qualquer um desses sectores da sociedade, é impensável exercer a sua cidadania. Porque, não tenhamos dúvidas, César lidera um regime revanchista. O caso Mário Freitas (*) é de singular interesse.
Nós, na Máquina de Lavar, vamos fazendo os possíveis, para recolocar alguns factos na ordem do dia. Por isso agradeço-vos tão digna distinção do Corta-Fitas."
Até quando Portugal terá de suportar esta forma de fazer política?

(*) link meu.

Tudo isso retirado daqui.

7 comentários:

FranciscoM disse...

Mas porque é que quando se fala em Carlos César,não se fala na sua obra ?


O problema é que o facto dos Açores se terem desenvolvimento faz confusão a muitos continentais, que não admitem que isso possa acontecer.


O mesmo se passava nos EUA com os negros.

Anónimo disse...

80 milhoes deitadoa ao mar em pdl é obra.

Jordão disse...

Que obra, meu caro Francisco?!

- Portas do Mar - onde a derrapagem (conhecida que deve ser muito diferente da real) ultrapassa os 25% e estamos a falar de muito milhões;

- ou da publicidade "institucional" ao Açores9 de 3500€ por edição;

- ou o espectáculo das 7 maravilhas por 1,5 milhões de euros onde jorrou champanhe para todos - os convidados é claro;

- ou então a minha preferida - SCUTS por 360 milhões que serão pagos, com juros obviamente, nos próximos 30 anos, não se sabe bem por quem?!

Há ainda uma outra obra, que o caro Francisco poderá estar a referir-se mas eu não sei, nem quero saber das manhas do intestino do dito.

red boys on fire disse...

e má nada, é assim mesmo jordão

Jordão disse...

Já agora vamos falar de obras - das verdadeiras - da responsabilidade do nosso Governo e que não aconteceram. Obras - ou pelo menos trabalho de secretaria e contactos que dariam trabalho - dos bons - a muita gente por cá. E só estou a lembrar-me de dois exemplo, mais não faltarão por aí: fábrica de produção de soro através de derivados do leite - eram no mínimo 60 posto de trabalho e o caso dos estaleiros navais na Madalena do Pico.

FranciscoM disse...

Basta ver as contas do INE:

http://estatistica.azores.gov.pt/upl/%7B00e5ad1d-2fd3-4eec-9df2-16b8e2d1de95%7D.pdf

Só não vê, quem não quer.

Mas afinal és favorável às obras, ou não ?

Primeiro criticas alguns investimentos e depois queixas-te dos que não são realizados.

Jordão disse...

As obras são importantes. Mas em conta, peso e medida!!!

Mais: eu, no comentário anterior estava a referir-me a "obras" onde não eram gastos um tostão - ou muito perto disso. Bastava negociar e usar contactos!!!