O texto que se segue é um pouco extenso, pede-se desde já a vossa compreensão.
Ou se preferirem saltem de vez para a última frase, se não tiverem com insónias.
Depois do dia Internacional da Ovnilogia, Ufologia e dos Disco Voadores eu já espero de tudo. De tudo, menos o “artigo” de “opinião” de “António” “Pedro” “Costa” – as aspas são para lembrar alguém que se senta ao seu lado, na bancada do PS “D” – pronto, é o “Jorge Macedo” – a criticar algum tido de festas.
De todas as pessoas desse país, ele é o único que não pode falar mal de nenhum, mas mesmo de nenhuma festa. Ele e o Rui Melo! Ele, o Rui whale wash Melo e o Alberto João, assim está melhor?! Pronto ele, o Rui Melo, O Alberto João Jardim e a Bert… Para não perdermos muito tempo com isso: todos os políticos, com especial incidência nos autarcas, com a honrosa excepção do Presidente de Câmara do Farol das Formigas, se existisse.
Então o que é que esse senhor, mais um que tem uma “reforma” dourada, aposentação essa que é uma das grandes responsáveis pelo enorme fosso existente entre ricos e pobres, dando cabo da classe média, escreveu: “A Ribeira Grande vai voltar a realizar, uma vez mais, a Feira Quinhentista.” Gostei do “vai voltar” e “mais uma vez” na mesma frase. É bonito e profundo.
“Aquando da celebração dos 500 anos de criação dos Concelho, a Câmara Municipal tentou recriar numa lição de história ao vivo com a realização de uma Feira Quinhentista, assinalando a atribuição por El-Rei D. Manuel I da Carta de Foral que elevou o então lugar de Ribeira Grande ao estatuto de Vila.
Naquela altura, algumas vozes se levantaram contra ao facto daquela recriação pecar e em muito por uma notória falta de rigor histórico, considerando-a até de numa manifestação folclórica.
É certo que “o povo saiu à rua com a mesma alegria que costumava ter em dias que o rei fazia anos e havia foguetes no ar. E a festa continuava já que ninguém tinha nada a perder, só ficara um trovador p’ra contar o que acabava de ver”
Faltou dizer que era e é algo muito original, o que é muito raro cá. Mas continuando:
“Contudo, vivia-se então um período em que o espectro da crise não era sentida e a Autarquia tinha “milagrosamente sanado a enorme dívida herdada” do anterior executivo camarário.”
Queria aproveitar a ocasião para referir, pela primeira vez, aqui nesse post, que o senhor António Pedro Costa é o “líder” mas pouco – segundo alguns quem mandava, verdadeiramente era o Filomeno Gouveia (o tal da mudança a sério, quer dizer mais ou menos). Adiante:
“Não ponho em causa que a Câmara Municipal da Ribeira Grande tenha preocupações na defesa dos interesses dos cidadãos e numa rigorosa gestão dos dinheiros públicos.”
Então porque é que escreveu isso?
“O que não se percebe é que outras autarquias estejam a dar um sinal de contenção em tempo de crise, cortando designadamente em festas.”
Ah está respondido. Isso queria o senhor deputado mas pouco! Porque é que chegamos a essa situação? Falar das vossas “reformas” não vale porque já referi aqui. Eu posso dar uma pista: Festa da Flor – que o senhor criou, não se sabe bem porquê!Já chegou lá? E que tal essa: Mega festa do Chicharro?! Asneiras atrás de asneiras. Não sou apologista de terminarmos com todas as festas, até porque a vida são dois dias e as festas também são uma maneira de circular dinheiro e fomentar a economia, paralela ou não. Mas há muitas formas conscientes de fazer isso. Não é com orçamentos galácticos que estoiram qualquer orçamento.
Veja o excelente exemplo do Faial da Terra que, vai acolher, entre 5 e 10 de Julho, o III Workshop de Filarmónicas de São Miguel, com a participação de uma centena de elementos de todas as filarmónicas da ilha. A freguesia já é um mimo, um autêntico presépio. Agora imagine terminar um dos vários trilhos existentes na zona e parar para ouvir um quarteto de clarinetes, a ensaiar numa paragem de autocarros. Ou um mini orquestra a actuar no átrio da igreja, depois do almoço. Isso sim são iniciativas interessantes, que promovem a cultura, fomentem a economia local e não gasta muito dinheiro do erário público.
Na lindíssima freguesia de Santa Bárbara, a Banda Filarmónica Nossa Senhora das Vitórias (padroeira do FCP, portanto), de Verão, ou nas noites mais amenas, ensaia no coreto, depois do jantar. E sem que ninguém pedisse. Isso sim é que espectacular.
Grande ideia que teve o nosso maestro Leonardo Cymbrom, o tal que hoje, 25 de Junho, por ser o maestro mais antigo do concelho vai reger o conjunto das suas seis bandas filarmónicas da Ribeira Grande, que actuam em frente aos Paços do Município, durante o hastear das bandeiras, na cerimónia de entrada oficial das festas de S. Pedro e elevação de Ribeira Grande a cidade.
“Não estamos contra elas, mas nesta altura deve haver ainda maior contenção. O grande cartaz do concelho da Ribeira Grande e de comemoração de elevação a cidade, deveria continuar a ser as Cavalhadas, uma manifestação de grande valor histórico-etnográfico que a autarquia deveria investir.”
O senhor quer é cavalos. Pois bem eles vão continuar, mas há espaço para tudo.
“Embora a Feira Quinhentista possa constituir um evento único nos Açores, num ambiente com arruadas e folguedos com jograis, (…)”
Está a ver como também o senhor sabe – ainda por cima é uma festa que se realiza de 2 em 2 anos, que tem lugar numa altura onde o cartaz está vazio, actividades, na ilha, na mesma altura, só na mesma rua, com a festa de Verão da Conceição e, se ainda por cima, o orçamento não ultrapassar os 100.000€, como foi anunciado, as Feiras Quinhentistas terão todo o meu apoio e mais: a minha participação – até porque já comprei a minha Perna de Pau – mas comi-o logo de seguida. Com esse calor, não convêm arriscar e não é todos os dias que a Olá tem promoções daquelas. Ah! Só mais uma coisa, um pormenorzinho: há dois, durante os três dias da Feira Quinhentista, a comissão de festas do Bombeiros Voluntários da Ribeira Grande fizeram dinheiro suficiente para o jantar de Natal, para todos os bombeiros e familiares, os brinquedos para todos os seus filhos, com menos de 12 anos e ainda cresceu para o pequeno almoço do dia da Nossa Senhora da Estrela, oferecido à comunidade. Portanto a Feira Quinhentista ainda tem essa enorme vantagem. Falei dos bombeiros, como poderia ter falado da Pontilha e de muitas outras associações e afins, poupando assim a Câmara Municipal em mais possíveis verbas não é dar o peixe, mas ensinar a pescar, nesse caso é dar a cana ou a rede de pesca.
Avante: (…) “o Concelho necessita como de pão para a boca obras e mais obras, por todo o Concelho, numa parada de desenvolvimento, que só poderá ser aplaudido por toda a tua população.”
Deixe-me adivinhar, do tipo o bunker da Praia dos Moinhos no Porto Formoso, a bosta do Porto do Porto Formoso – entulhado em logo e com um cota de 0.0030 metros. Mais betão, não! Ou então como as obras que o senhor vez – que assim de cor, posso mencionar… ora vamos lá ver… nenhuma! Obras, consigo?! Não houve nenhuma, nem grandes nem pequenas. Nem as necessárias nem o acesso ao calhau (que alguém insiste em chamar de praia) de Santana!
“A começar pelo saneamento básico, um dos indicadores do grau da qualidade de vida de um Concelho, está ainda muito atrasado, devendo, por isso, canalizar-se energias e verbas para se ter a coragem, como prometida, de se resolver o problema que se agrava dentro da própria cidade.”
O senhor e a sua cor politica estiveram no poder, desde sempre e agora a culpa da Ribeira Grande não ter saneamento básico é dos que lá estiveram nos últimos 4 anos! É preciso ter lata!
A única coisa que foi feita no seu tempo foi a elevação de Rabo de Peixe a Vila! E isso deu para quê? Quer mesmo que eu responda a essa pergunta?!
Não podia terminar sem que copiasse essa verdadeira pérola de, no mínimo falta de memoria, no máximo estupidez crónica, hipocrisia total e dois tiros nos pés da sua “patroa” – que deve gostar muito daquilo que leu no Correio dos Açores no dia em isso saiu – 22 de Junho:
“Pão e circo era dado na velha Roma, que vivia feliz e se desmoronou, mas hoje em dia, “violas e brasileiras” entrou no léxico socialista, num apontar do dedo às autarquias. Actualmente, quantas violas e brasileiras desfilam pelas nossas portas do mar imenso que nos rodeia.
Vamos todos contribuir para resolver este problema da crise social e económica que atravessamos?”
Para a próxima, meu caro, guarde a sua opinião para si. Ponha-a onde quiser, menos num sitio publico. O país, o Mundo e o seu partido agradecem!
1 comentário:
Isto é uma chatice,
Já não avisam se é Tide á mão, ou á maquina,.....
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