Uh Ah You touch my tralala

Ontem havia duas coisas que eu sonhava: uma delas era ir a Dublin dia 18 de Maio; a outra era um dia ver algo meu publicado no Açoriano Oriental. Sem erros - só para variar - e em português. Concentremo-nos nas boas notícias: a passagem já está marcada.

É que não está fácil. A qualidade é deveras elevada e a fasquia humorística, apresentada no mais antigo jornal português, está mesmo lá em cima. Só com muita sorte e com uma escada de gancho é que lá vou. O problema é que não me dou bem com aqueles 13 dermos ou degraus de 15 centímetros de largura. Doí segurar e descer pelos banzos, só por isso.

Um dos últimos exemplo vem do senhor Calado. Manuel Calado. Alguém que começa um texto assim, deve ser uma pessoa muito bem disposta: "O meu amigo filósofo de Agua de Pau". Filósofo?! Em Água de Pau - terra do suíno mineiro?! Sim senhor. Já não lia nada assim tão divertido desde o programa eleitoral do Sócrates - aqueles 150.000 postos de trabalho vão ficar para sempre na memoria. Doravante: "Convidou-me para ir tomar um copo da sua lavra ao seu mini-farm, em dia de Páscoa". "Mini-farm" Muito bom. Com essa o senhor Calado bateu no topo. As conferências de empresa do "não" electricista Jorge Jesus não têm metade da piada.

Eu podia aqui dissecar o resto do texto, publicado essa semana no nosso melhor diário, mas isso só diminuiria as hipóteses de um dia (e só por um dia) ter aquele espaço. Mas há uma frase que merece especial atenção. Preparados ou não, cá vem ela:

"No seu minifarm, o meu amigo cria coelhos, galinhas poedeiras e frangos de comer, um galo pedrez, que toma conta do serralho galináceo, e uma cabrinha simpática, branca e de longos tetos, que come de tudo, berra quando é preciso"

E pronto, a cota de escribas zoófilos já está preenchida. Resta saber que se ainda há lugar para algum bombeiro.

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