O ano ainda só vai com 12 dias e, só em S. Miguel, já tivemos três concertos de “Grandes concertos de Ano Novo”, “de Reis” ou afins. O do Coliseu custava a módica quantia de 30€. O do Teatro Micaelense rondava os 20€ e no Ribeiragrandense era gratuito.
Como é óbvio, com a sede de cultura existente pelas nossas bandas e abundância de capital, os três esgotaram (se forem ao Microsoft Word 2003, logo na oitava linha dos sinónimos, dessa palavra, encontrarão aquilo que realmente queria dizer: esvaziaram – estava cheio de moscas – pronto assim dá para perceber melhor!). Principalmente o primeiro: o da Euroconcert – com a Strauss Philharmonic Orchestra e a Strauss Ballet Ensemble. As cadeiras com os restos da passagem de ano, o chão a colar e os vasos com as árvores que se mudaram da rua dos Mercadores, para o hall de entrada do Coliseu, não podem explicar tudo.
Eu proponho o seguinte: que tal se os senhores oferecessem, no dia ou na véspera, muitos dos ingressos (que sabem que não vão ser vendidos) às filarmónicas, instituições de caridade e por aí fora?
De certeza que esses ficaria muito gratos e assim evitava-se o espectáculo deprimente que é ver uma sala tão nobre, vazia. É que estava mesmo vazia. Nem mesmo com o gang das bolas naftalinas em peso, o Coliseu disfarçava aquela enorme quantidade de cadeiras sem ninguém. Para além de que assim educávamos as crianças e jovens dessas instituições e elevávamos o nível de cultura dos membros das nossas filarmónicas. É que mesmo a 30€ o bilhete, vimos lá muitos.
É capaz de ser um boa ideia, não?!
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