Hipoglicemia - “A ‘pressão’ e ‘febre’ do campismo” por João Paz, com prefácio de ninguém

“Vêem-se cada vez mais tendas nas bermas das estradas numa autêntica febre do campismo”

Meu caro pseudo-jornalista João Paz, isso não é campismo. No campismo há, acima de tudo, respeito pela Natureza e pelos outros. Dormir à beira da estrada, sujeitando a acordar debaixo do cárter de um Peugeot 106 XRD rosa metalizado ou então estragar o resto da vida de algum condutor que adormeça ao volante ou que simplesmente tenha uma distracção momentânea é estupidez proveniente de trogloditas de vicissitudes putativas e antagónicas.

“A verdade é que a imagem com que se fica do campismo na berma da estrada é terceiro-mundista e denota uma falta de autoridade.” Ou seja, é mais ou menos aquilo que acontece quando lemos o jornal para o qual tem contrato, principalmente quando lobrigamos os seus “artigos”. Íamos dizer “reportagens” mas isso já seria muito forte.

Mais, para esse senhor espaços de campismo com mínimo de condições seriam “parques com balneários” (apesar de, tal como o homónimo Malheiro, também os comentadores da SIC, para os jogos na Luz, acharem que João Paz não toma banho, pelo menos regularmente), “electricidade, churrasqueiras, algumas mesas com bancos” (convém até porque, por exemplo no Afeganistão, já tentaram colocar mesas sem bancos e aquilo não deu muito certo pois eles voltaram a cultivar a papoilas, mas não saltitantes) e “zona com algumas tomadas”. Ora aí está uma grande ideia, um parque de campismo repleto de tomadas. E notou-se a subtileza do jornalismo presente na separação de electricidade das tomadas. Eh?! Isso não está ao alcance de muitos. Já agora o Candilhes reuniu-se em Assembleia Geral e decidiu que o senhor João Paz, irá ser convidado para testar as tomadas dos futuros “espaços de campismo”. Caso aceite, e a avaliar pela forma afoita como escreve, não temos dúvidas que irá aceitar de bom grado o nosso convite, não se esqueça de molhar o indicador e o dedo médio antes de testar as tais tomadas. Vai ver que irá conseguir chegar a aparecer na primeira página do “seu” Correio, ou então não.

“Espaços destes com preços simbólicos levariam certamente a que a maioria dos campistas deixasse as bermas das estradas micaelenses.” Vai uma aposta como não?

Quer dizer, para além de tudo mais, ainda quer que seja barato, para não dizer de graça. O dinheiro não cai do céu, meu caro. Não seria justo para com os contribuintes que nunca acamparam, na sua vida, serem esses também a pagar os tais parques bem como a sua manutenção. Para além de que, e isso tem que ser dito com todas as letras, normalmente quando há bilheteira à porta as coisas funcionam um pouco melhor! Vejam o exemplo do Parque de Campismo do Nordeste, onde reina o civismo e respeito pela natureza e agora vejam os maus exemplos da Caldeira Velha e na bandalhice que está transformada na Poça da Beija.

Mais, o futuro barra actual parque de campismo das Sete Cidades tem muitas semelhanças com a savana africana, só que com mais macacos e hienas e menos civismos e respeito pela liberdade dos outros.

Para terminar, tal como no “artigo” da página 15 (número badalhoco para muitos micaelenses) do Correio dos Açores, queríamos fazer uma referência aos excelentes exemplos que temos espalhados, principalmente pelas ilhas dos Grupo Central. Os parques de campismo dos Biscoitos, Velas, Urzelina, entre outros são absolutamente magníficos, principalmente o da pequena freguesia de S. Jorge.

2 comentários:

Fiat Lux disse...

Só queria dizer que é inacreditável como as Sete Cidades continuam, em 2009, sem um parque de campismo, com as condições daqueles a que o Jordão se refere.
Como é que é possível?

K2ou3 disse...

INFELIZMENTE,
Tenho que concordar com os dois.
Mas que não hã, não ha!.
Veja-se o exemplo dos ESCUTEIROS na Terceira.
Tudo se resolve "atempadamente".
Ao menos isso