Num fim de semana dedicado às batatas. Primeiro, no sábado, tirei batatas da terra e no domingo tentei tirar o adjectivo ou substantivo - gramática nunca foi o meu forte - da nossa Terra.
Não consegui mas ainda assim posso esboçar um sorriso com os 148.076 votos em branco. Foram 2.76% do total dos votantes. E se somarmos os 75.281 votos nulos temos: nada. Exactamente isso: não aconteceu nada. Ninguém falou nisso. Ninguém comentou tal facto.
Não há problema: somos cada vez mais. Domingo fomos a sexta tendência nas urnas. Para a próxima, infelizmente, seremos muitos mais. Infelizmente porque nada vai mudar. Os erros vão ser repetidos, o compadrio vai prolongar, as cunhas vão continuar.
Pior do que isso, ou talvez não, seja os 3.874.443 portugueses, mortos ou vivos, que nem se sequer foram lá. Por cá a coisa foi ainda mais grave: 59.35% dos açorianos borrifaram nas eleições - uma das mais importantes de sempre, pois estávamos a escolher o secretário adjunto do FMI e companhia.
Eu podia alegrar um pouco isso e dizer que nos Açores 3.250 cidadãos votaram em branco e que os correspondente 3,60% equivalem à 5ª tendência politica mais escolhida. Mais: na minha Terra, foram eu e mais onze que mandaram para muito, muito longe todos os políticos.
Um dos episódios da noite aconteceu lá pelas 21:00: Enquanto Louçã discursava, os PPDs - PSDs mostravam a sua alegria agitando as suas bandeiras do interior dos seus BMWs, Audis e Mercedes. Eles tinham razão para celebrar?! Talvez. O resto do país tem razões para chorar e não é de alegria.
Estamos bem entregues, estamos sim senhor.
Eu não gosto nada, mas mesmo nada dele, mas devo admitir que o Portas, o mais novo, o Paulo, teve e tem quase sempre um discurso mais correcto: dessa vez despediu ao militantes do seu partido dizendo que aquela não era a hora de festejar mas sim a hora de trabalhar e pediu respeito pelas pessoas que perderam o emprego ou que não ganham suficiente para pagar a renda de casa.
Um partido politico não é um clube de futebol. Não há vitórias ou derrotas para comemorar, com essa abstenção perdemos todos! Nada mudou, apenas os marretas, os fantoches
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