"Os ciúmes dos banqueiros"
"De repente, passo pela televisão e vejo Ricardo Salgado. Não pude ficar a ouvir o presidente do BES porque estava a assar umas febras e só quem assa febras magistralmente como eu sabe que não nos podemos distrair porque a fronteira entre o bem passado suculento e a sola de sapato é muito ténue.
Bom, mas se não ouvi Ricardo Salgado hoje, provavelmente posso ouvi-lo amanhã, porque tenho-o visto mais vezes na televisão que o José Rodrigues dos Santos. Como aqui já tive oportunidade de referir, quando os banqueiros começam a aparecer muito na televisão, é tempo de nos enfiarmos nos abrigos antinucleares.
Seja como for, pareceu-me que estava a falar das crises dos países e dos bancos como se fossem uma e a mesma coisa. Mas não são. Até eu, que sei tanto de alta finança como de febras, sou capaz de dizer que até o mais são dos países vai desta para melhor se os seus banqueiros fizerem asneiras.
Não estou a falar do caso português, porque se eu estivesse a dizer que Portugal é ou alguma vez foi um país são, os senhores podiam internar-me e usar este mesmo post como autorização do paciente.
Mas enfim, já sabemos que os banqueiros não têm culpa de nada. Agem como o croupier, que não pode ser responsabilizado pelo galo do jogador. E também são amantes muito ciumentos, que cerceiam a liberdade da outra parte, absorvem tudo na relação e destroem-na quando pensam que já não a podem salvar."
Tudo isso retirado do lobidocha.com.
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