Gostei da opinião de hoje, 13 de Abril, do Paulo Mendes, o super sociólogo mas do lado "socialista", no Açoriano Oriental. Não sei como é que ele vai descalçar a bota de ter criticado o filho do "querido lider", o júnior com piscina nova.
Vejamos então:(...) "o surgimento de governantes e representantes sem o devido mérito e competência."
Antes tinha feito referência, entre outros, a nós bloguistas, e sim, só por isso merece ser comentado aqui no Candilhes: "Os partidos políticos já perceberam que existe uma onda crescente de descontentamento dos portugueses em relação à vida político-partidária e aumenta o número de cidadãos que, apesar de interessados pelo bem comum, não se revêem na lógica de actuação dos partidos políticos."
Não só por isso. Vejam agora essa parte do seu texto:
"A segunda resposta, mais sensata e de resultados a médio e longo prazo, seria retirar, a partir do quadro legal, a exclusividade dos partidos no processo de chegada ao poder. Lembro que os deputados são eleitos indirectamente e votamos nos mandatos que as direcções dos partidos distribuem e eu tenho dificuldades em perceber a lógica que preside à colocação de pessoas das listas. Nós não escolhemos deputados, não sabemos quem são, não conhecemos o percurso. Limitamo-nos a votar numa lista que nos é apresentada por alguns iluminados."
Sim senhor, estou a gostar. Mas receio pelo emprego dele. Principalmente depois dessa frase:
"Da minha parte defendo a criação de círculos uninominais em que cada deputado ganharia as suas próprias eleições e potenciava uma maior pluralidade do parlamento e, por consequência, diminuía a ditadura partidária."
"Ditadura partidária" Merecias agora um Pulitzer mas como não temos tempo para isso, seguimos em frente:
"A terceira resposta dos partidos políticos passa por aniquilar as tentativas de afirmação da sociedade civil e foi basicamente isto que o PSD fez ao convidar Fernando Nobre para encabeçar a lista para Lisboa."
Caro Paulo, lá porque o Nobre ter-se armado em parvo, não significa que os outros sigam o seu exemplo. Fica aqui o reparo.
Fiquem com agora com o resto do texto, ou pelo menos a parte que gostei, daquele que um dia foi considerado amigo dos "socialistas" e que agora terá um futuro incerto:
"Numa perspectiva de curtíssimo prazo, a máquina partidária pensa que encontrará com esta estratégia um analgésico para resolver um problema bem mais grave e complexo e que exigiria uma reflexão mais cuidada sobre a própria renovação dos partidos e não estratégias políticas primárias. O dramático é que precisamos de partidos políticos capazes e com pessoas capazes, já que no actual quadro quem tem a exclusividade e, por conseguinte, a legitimidade de guiar os nossos destinos são eles."
1 comentário:
Boa Malha.
Candilhes no seu melhor.
O artigo também não está nada mal...é um sintoma do mal de vivre que nos assola.
círculos uninominais ou outros onde o deputado se responsabilize pessoal e directamente pelo seu eleitorado parece-me uma boa medida mas também há representatividade e democracia nos partidos. Certo ?
JNAS
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