E eu contesto a contestação deles. É preciso ter lata: a Policia Marítima está a fazer o seu trabalho e esses artistas, criminosos, vêm dizer que são uns anjinhos. Que a culpa foi do vento! Vão mas é...
"O vento!" Está certo. É assim mesmo. E assim, como "o vento" fica a costa de S. Miguel transformada num deserto.
Aqui têm a notícia, por completo, retirada do Açoriano Oriental de hoje, 24 de Março. Gosto particularmente da parte que eles dizem que a Polícia Marítima devia de "andar Kadhafi ou do Bin Laden". Mostra o sentido de humor do jornalista.
"Um grupo de pescadores de Rabo de Peixe e Água de Pau contestaram, ontem, uma acção de fiscalização da Polícia Marítima ao largo de Vila Franca do Campo, que acabou com a apreensão de cerca de quatro toneladas de pescado e a elaboração de vários autos de contra-ordenação.
A Polícia Marítima numa acção de fiscalização de rotina conseguiu identificar sete embarcações que estavam a pescar “numa zona proibida” em Vila Franca do Campo, porque se encontravam numa área com profundidade entre 20 e 50 metros, e a lei obriga à realização desta arte de pesca a uma profundidade superior a 80 metros. Os pescadores alegam que “foram desviados para a costa” devido à força do vento, criticando a forma de actuar das autoridades.
“A polícia marítima é uma polícia de escritório. Não sabem como funciona a arte do mar. Estamos a trabalhar na costa sul, com vento de sudoeste e somos empurrados para a costa”, alega Emanuel Machado. O pescador justifica terem sido apanhados em situação ilegal “devido à força da corrente” e acrescenta que apenas conseguem apanhar chicharro em zonas com profundidade de 40 a 50 metros. A apreensão de quatro toneladas de peixe foi criticada pelos pescadores que viram o pescado ser vendido em lota, mas o dinheiro ficou retido à ordem da Polícia Marítima. “Não foi a polícia que trabalhou para apanhar aquele peixe”, sublinha Emanuel Machado. “O governo quer é pagar a crise com o nosso trabalho”, atira outro pescador, durante a manifestação realizada ontem às portas da Lotaçor e da Polícia Marítima.
No entanto, o comandante da Polícia Marítima salienta que o peixe foi apreendido como medida cautelar, porque a lei não permite que “o infractor beneficie da infracção”. O comandante Rodrigues Gonçalves explica que a autoridade marítima “apenas se limitou a cumprir a lei”. O Inspector Regional das Pescas, em declarações à Antena 1/Açores, também reconheceu que as autoridades apenas se limitaram a efectuar o seu trabalho de fiscalização.
Pescadores ainda vão ser multados As embarcações detectadas a pescar de forma ilegal ao largo de Vila Franca do Campo ficaram sem o pescado e ainda vão ser notificados no âmbito de um processo de contra-ordenação. Rodrigo Gonçalves, comandante da Polícia Marítima, indica que “foram levantados autos de contra-ordenação às várias embarcações”, existindo a partir de agora um processo que deverá culminar na aplicação de uma multa. “Ainda por cima vamos receber uma multa, porque eles não vão acreditar em nós. Colocamos as redes de pesca na distância permitida, mas foi a força do vento que levou as redes para o local proibido.
Não tenho culpa”, assume José Estrela. Os pescadores procuraram solicitar uma intervenção da Lotaçor para garantir que recebiam o dinheiro efectuado com a venda do pescado apreendido pela Polícia Marítima. No entanto, os pescadores foram informados que a Lotaçor não iria intervir neste processo, porque as competências de fiscalização pertencem à autoridade marítima.
Polícia Marítima recebeu pescadores com armas no porto de Vila Franca do Campo Os pescadores consideram que a “força” apresentada pela Polícia Marítima durante a acção de fiscalização foi excessiva.
“Se calhar deviam pensar que somos criminosos. Também deviam andar atrás do Kadhafi ou do Bin Laden. Estou na pesca há muitos anos e nunca vi polícias com armas em punho num porto de pesca”, conta Emanuel Machado. O comandante da polícia Marítima, Rodrigues Gonçalves, explicou que devido ao elevado número de embarcações e pescadores foi criado um perímetro de segurança no local, através da “exibição de força para ninguém pensar em outras ideias”, admitindo que já houve situações complicadas em outros portos dos Açores, devido ao elevado número de pescadores."
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