Hipoglicemia - friday bloody friday

Se fosse o Bono a cantar se calhar causava mais impacto. Mas não estou aqui para isso. Vamos ao que interessa. Hoje foi mesmo um dia marcante: um violentissimo sismo no arquipélago do Sol nascente - 8,9 que já causou mais de 1000 mortos. Pois se fosse num qualqeur outro país seria muito, mas muito pior. É que lá o fanatismo deu lugar à organização e prevenção. Lá fazem-se exercicios, daqueles a sério, de surpresa e muito regularmente. Lá, no país Samurais, agora convertidos na elite dos Bombeiros, os planos de emergência não estão no papel, com o carimbo de 45 autoridades e financiado pela União Europeia. Está na cabeça e nas acções de todos. Desde o mais anónimo cidadão até ao Imperador.
Enfim vamos esperar que as réplicas não causam mais estragas e se precisarem de ajuda, estamos cá para o que for preciso.

Enquanto isso, por cá, houve muita boa gente que passou por um piores justo da sua vida. Dor no peito, muito acentuada e movimentos presos deram cabo de um dia inteiro, no nosso maior hospital cá do sitio. Felizmente tudo acabou em bem e no fim do dia a nossa visita foi coroada com um ramo de tulipas. Melhoras mãe! Vai tudo correr bem. Só mesmo tu para pensares que ias partir sem ter um neto!

Voltando ao inicio, fiquem com a opinião do especialista na matéria, o nosso vizinho Geocrusoe:

"Sismo de Sendai no Japão medido em bombas atómicas"

"O Japão hoje foi sacudido por um dos terramotos mais energéticos registados pelo homem desde que há equipamentos adequados para tais medições há cerca de um século, 8.9 na escala de Richter, é como se tivessem rebentado cerca 3,5 milhões de bombas atómicas como a de Nagasaki na crosta oceânica, a 130 km da cidade de Sendai, na ilha de Honshu. É mesmo muita energia libertada por este movimento das placas tectónicas.



A força das águas a penetrarem no Japão, ao fundo vêem-se pessoas a fugirem às águas
Seguiu-se um maremoto ou tsunami (são dois nomes para o mesmo fenómeno), sinal de que houve importantes movimentações no fundo do oceano, escorregamentos e/ou rotura sísmicas que atingiram o mar com movimentações de um lado em relação ao outro dessas fracturas que empurraram a água gerando grandes ondas, mas diferentes das que se formam nas tempestades.
Até ao momento o número de baixas é pequeno (6 pessoas), mas, tendo em conta a proximidade do epicentro à linha de costa, é provável que entre o maremoto e o terramoto o tempo tenha sido pequeno para que os alertas permitissem atempadamente a fuga das pessoas das regiões mais afectadas por estas ondas marinhas de grande comprimento, amplitude e energia, cujas soluções de engenharia civil para os imóveis resistirem ao seu impacte são difíceis de conseguir e diferentes das destinadas a enfrentar as vibrações e acelerações sísmicas. Temo que com o rescaldo da catástrofe o número de agrave significativamente."

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