Foi o momento diferente porque de resto tudo igual: não houve vencidos, a abstenção continua a aumentar e Francisco César continua a levar na cabeça do eleitorado mas continua a achar-se o maior. Pobre rapaz, ele aposta sempre no cavalo errado mas no final do mês continua a trazer um camião de dinheiro para casa. Sem fazer nada por isso.
Manuel Alegre emocionou-se, provavelmente porque tomou consciência que se tivesse ido sozinho teria ido mais longe. Contudo surgiu uma dúvida: quem é que será o candidato socialista daqui a 5 anos? Quem será que Só-ares irá impor?!
Francisco Lopes esse comunista que cuja a fava de ser candidato às presidenciais surgiu no caminho disse...
...é melhor não repetir o que ele disse. Prefiro usar as palavras do Barata, que não são sobre sortudo Francisco Lopes mas do seu camarada insular:
"Vê lá se te enchergas pá.
Ouvir Anibal Pires, depois do seu candidato ter chegado a pouco mais de 2% dos votos, classificar as candidaturas de Fernando Nobre e José Manuel Coelho de marginais dá vontade de rir, depois de chorar e quem sabe, passar à clandestinidade do tipo verão de 1975, assim do tipo "tiros, bombas e socos nas trambas". Essa gente dos partidos ainda não aceita seja o que for que saia da sua esfera de influência. A partidocracia é isso mesmo, o oposto da cidadania."
Por falar em blogoesfera, eis o que li no Lóbi do Chá:
"O regime por um fio
Estavam inscritos 9.621.146 eleitores. O "presidente de todos os portugueses" foi eleito com 2.228.031 votos. Mas já vieram todos dizer que tem legitimidade. Claro. A legitimidade dele é a deles também. Por enquanto."
E isso já não sei bem aonde é que vi:
regime em plebiscito (último)
Os resultados destas eleições não trouxeram qualquer novidade. A notícia escondida está nos "não resultados": os 6% de votos brancos e nulos que significam record absoluto, já não falando da abstenção que rondou 53%. O Chefe de Estado foi eleito por 2.228.083 votos de 9.622.306 inscritos, pouco mais que um quinto dos portugueses. Reflecte a importância que os cidadãos atribuem ao cargo de presidente da república: um assunto de somenos importância.
Como sempre guardei o melhor para o fim e deixo-vos com as palavras do professor Garcia Pereira:
"Apesar de ter ganho as eleições à primeira volta, importa salientar que Cavaco Silva perdeu cerca de meio milhão de votos, em relação à sua votação nas últimas eleições.
Não fora, desde logo, o nível de abstenção – que registou uma subida acentuada – e a candidatura de Cavaco Silva seria obrigada a ir a uma segunda volta.
Quanto à candidatura de Manuel Alegre, o facto de não ter alcançado o seu objectivo, terá de atribuir-se principalmente aos maus apoios que teve da parte do partido Socialista e do Bloco de Esquerda.
Com efeito, o PS surgiu nestas eleições claramente dividido e manifestou uma fraquíssima e mesmo alheada participação no apoio a Manuel Alegre.
Por outro lado a candidatura de Manuel Alegre foi também prejudicada por tido sido lançada e abraçada cedo demais pelo BE.
Cavaco Silva veio agora invocar, como “argumentos” para uma votação que lhe permita a eleição à primeira volta, que uma segunda volta provocaria um aumento das taxas de juro da dívida pública (e porque não, e já agora, igualmente, dos divórcios, dos suicídios ou dos acidentes de viação?!...) e também que irá “ficar muito atento às injustiças” contra os trabalhadores da Administração quando a primeira delas (o corte nos salários) decorre precisamente da Lei do Orçamento que ele próprio, primeiro, ajudou a nascer e, depois, promulgou sem qualquer hesitação ou reserva.


Ah! O cartoon é do senhor do costume. O outro não sei de quem é!
1 comentário:
Contra a partidocracia, assine:
http://www.gopetition.com/petition/26885.html
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