Sexta-feira é sempre aquele dia…
…é um dia igual aos outros: com chuva. O que vale é que hoje os nossos jornais brindaram-nos como muitas e variadas notícias e artigos de opinião:
“PSD exige solução para estrada de acesso à Ribeira Quente...”
“António Marinho recordou que, em Outubro de 1997, depois da assistência às vítimas de uma derrocada que provocou 29 mortos ter sido prejudicada por a estrada ter sido cortada, o Governo Regional “anunciou a construção de uma estrada alternativa”. Um ano depois, o executivo garantiu que a estrada estava “em fase de projecto”.
“Ao longo dos anos, e perante a ausência do início da construção de uma via alternativa à Ribeira Quente, a Câmara Municipal da Povoação alertou, por diversas vezes, o Governo Regional para a necessidade de se dar início à obra prometida, que tanta falta faz à comunidade daquela freguesia, não só em termos de segurança, como, ainda, no que concerne ao seu desenvolvimento económico”, diz o PSD.
Só em Julho de 2007 foi anunciado o lançamento da empreitada e, em Setembro desse ano, foi assegurado que o projecto ia avançar. Na altura, diz o PSD, “o Secretário Regional da Habitação e Equipamentos disse, sobre a implantação de uma via alternativa de acesso à freguesia de Ribeira Quente, tratar-se de um projecto que tem vindo a ser maturado ao longo do tempo, tendo recebido, recentemente, orientações do Presidente do Governo no sentido da sua implementação”.
Na altura, o Secretário José Contente terá mesmo afirmado que “ainda este ano, a Secretaria Regional da Agricultura e Florestas vai continuar a rasgar o caminho até à Zona do Agrião, ficando os últimos 800 metros para 2008”.
Mas em 2009, o Presidente do Governo Regional “deu o dito por não dito, assumindo publicamente que a via alternativa não ia ser construída por ser financeiramente incomportável e questionável do ponto de vista da segurança”, frisou o líder parlamentar do PSD/Açores, depois de historiar o processo.
“Como é que, desde 1997 até 2009, se fizeram sucessivas promessas e ninguém percebeu que a obra era questionável em termos financeiros e de segurança?”, questionou.”
“Ao Açoriano Oriental, José Contente, secretário regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos, adiantou que “na Ribeira Quente foram investidos 25 milhões de euros, no porto e no heliporto, que são acessos alternativos e na estrada regional e também já anunciámos que esta obra é complexa sob o ponto de vista da engenharia”. Sobre o corredor em construção desde 2007, José Contente manifestou interesse em que seja concluído ainda nesta legislatura, mas recusa-se a adiantar datas para a sua conclusão.”
Eu até dava razão ao mestre Contente mas depois li o que António Marinho disse no Diário dos Açores: “O importante é garantir as acessibilidades, seja com a abertura de uma via alternativa ou com o melhoramento da actual estrada, o que o governo não pode é colocar a esperança nas pessoas e depois retirá-la”
É que a alternativa ao “melhoramento da actual estrada” seria algo muito parecido com o crime ambiental da Fajã do Calhau. E nós não queremos repetir o mesmo filme, pois não?!
Agora só porque não podíamos deixar passar um texto desses:
“A iniciativa do governo desta região num maior apoio a unidades hoteleiras que incrementem o turismo de habitação, o turismo em espaço rural, etc., só não é louvável porque já vem um bocadinho tarde. No afã de se construir mais camas, foi um tal construir hotéis urbanos. O governo agora está a recuar, mas é melhor ir percebendo para onde recua. Por outro lado, avança de peito aberto para descomunais asneiras como o cais de cruzeiros de Angra. Cá para mim são tudo contas do vigário.
Mário Roberto no Açoriano Oriental de hoje. Mais uma razão para gostar das sextas-feiras.
As palavras que se sequem são da inteira responsabilidade de quem as proferiu e têm um conteúdo que pode ferir a sugestibilidade de alguns. Depois não diga que não avisamos
“Vila Franca, de candidata a cidade “a freguesia desgovernada”
Rui Melo está para o protagonismo como o “mi bate vai!?” está para o “cafageste” e aquilo que escreveu, e que o Correio dos Açores de 5 Março teve acesso, é disso prova. Imperdível. É que de outra forma o Mundo nunca seria informado de que só a Associação de Jovens Kumbaya de Vila Franca tem 12 atletas! O que eles fazem, eu não sei, mas vou tentar saber!
Tudo isso foi retirado do Correio dos Açores, Açoriano Oriental e Diário dos Açores.
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