Se há eleições que gostamos são as Autárquicas. A proximidade entre o ex Povo, actuais pessoas, fascina-nos. E ontem, o debate do Nordeste foi um bom exemplo dessa proximidade entre dos problemas da população com os seus políticos. Notaram a subtil relação entre as palavras: problemas e políticos?!
Contudo ultimamente esse sentimento tem vindo a perder-se. Tudo graças à globalização, à socialização e também, porque não dize-lo, à eutrofização. E não estamos a falar só do Miguel Brilhante. Mas nem tudo é mau e ontem com o debate da chamada Décima Ilha, com a SCUT pelo meio, tivemos uma espécie de regresso aos bons velhos tempos. A emoção, o drama e a tragédia do portão do quartel dos Bombeiros Voluntários do Nordeste, que há sete anos espera para ser arranjado, fizeram que os milhares de espectadores com as pilhas estragadas, do controle remoto do seu aparelho de "tubo de raios catódicos", também conhecido por televisão, lá de casa e dois ou três Nordestenses, não familiares dos dois candidatos, vibrassem. Aquilo sim é um debate na verdadeira ascensão da palavra.
Digam lá se não é muito mais giro ver o Osvaldo Cabral a milésimas de segundo de enfiar um murro no José Carlos Carreiro, só para ver se ele calava-se, do que ver a Berta, o Ricardo, ou o Filomeno com os Caddies a descer a rua, a distribuir beijos e abraços, a pessoas que, estatisticamente poderão ou não estar infectadas com o vírus da gripe A(H1N1). Mas aí o Delegado de Saúde da Ilha de S. Miguel, Mário Freitas, não diz nada?! Querem organismos mais permeáveis do que aqueles, caros vírus?
Com tudo isso esquecemos de referir que o “Socialista” Carlos Mendonça levou uma, (como é que podemos dizer isso sem ofender a ninguém?!) coça, é isso, do militante do PS com mais um “D”, José Carlos Carreiro.
Isso sim é um debate. Vamos lá ver se os outros que se seguem vão continuar no bom caminho. Estamos em pulgas para assistir ao mais importante do que todos, o da minha Ribeira Grande. Promete.
1 comentário:
Mau de mais. E o anterior sobre as Lajes do Pico, ainda foi pior.
Enfim...
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